Nos últimos dois meses, os municípios do Maranhão com menos de 50 mil habitantes, que participam do Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), receberam as equipes do projeto para a elaboração dos seus Planos Municipais de Saneamento Básico.

Esta iniciativa pretende suprir uma lacuna técnica que os pequenos municípios enfrentam para realizar seus diagnósticos e estabelecer os planos de ação para o saneamento e melhorar a qualidade de vida da população. Problemas elementares como a falta de banheiros sanitários foram relatados para a equipe de técnicos, assim como a falta de abastecimento de água potável. Fernando Marcelo, da equipe de mobilização do projeto, destaca que as populações dos municípios com essas dificuldades anseiam por mudanças que possam lhes proporcionar mais saúde e conforto. 

Esforços individuais têm demonstrado a vontade da população em transformar essa realidade. Fernando Marcelo observou inovações sociais como a estufa de uma horta orgânica coberta com garrafas PETs, recortadas em formato de telhas, e com calha para o aproveitamento da água da chuva para regar as plantas no município de Centro do Guilherme. Já em Santa Luzia do Paruá o técnico esteve em uma escola que faz uso de produtos orgânicos na merenda, produzidos na própria escola.

Os trabalhos de campo tiveram início no dia 24 de abril e finalizaram dia 07 de junho. As equipes percorreram 116 municípios com menos de 50 mil habitantes para capacitar grupos de trabalhos locais e realizar reuniões públicas com a população. No total, cerca de 1700 pessoas que compõem os comitês dos municípios receberam o treinamento especializado e mais de 6000 pessoas participaram dos eventos públicos.

Ana Clara, técnica de saneamento, acredita que essa primeira fase de campo foi muito valiosa por interferir de forma positiva na sensibilização sobre o saneamento básico, debater com os atores envolvidos nos planos municipais de saneamento e ouvir a população e seus ideais de mudança. “Tendo a convicção que a semente foi plantada e quem sabe seja uma chave para abertura de novas mudanças no contexto socioambiental”, enfatiza Ana Clara. 

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